"E ele volta, e a gente briga, e ele pede desculpas, e eu aceito, e ele briga de novo, e eu fico brava, mas ele chega pertinho, daquele jeito, mansinho, respirando meu cheiro, mordendo meu queixo, dizendo que não foi por querer, beija meu bico emburrado, ri da minha carinha de brava, me chamando de insuportável, me escondendo num abraço apertado, dizendo baixinho que não vive sem mim, tenta me roubar um beijo, eu nego, tenta de novo, me esquivo, ele sorri pra mim, eu deixo escapar um sorriso também, tento bancar a durona, não dá, ele pede um beijo, eu dou. Briga, que briga? A gente tem mais o que fazer agora…"
"Ah, se eu pudesse, não caía na tua conversa mole outra vez. Não dava mole à tua pessoa. Te abandonava prostrado a meus pés. Fugia nos braços de um outro rapaz. Mas acontece que eu sorri para ti, e aí…"
"Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres. Primeiro: a dizer não. Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer não."
"Quando existe vontade, dá-se um jeito."
"Arrume um tempo e faça mais. Por você, primeiro por você. E depois pelos outros."
"Uma coisa eu decidi: não vou mais perder a cabeça. Aquela outra, aquela moça de pavio curto, que se irritava, explodia e se cansava a cada dia que passa deixa de existir mais um pouco. Ando mais centrada, coloco as coisas na balança, penso mais, reflito. Tem coisa que eu deixo passar. Não vale a pena. Tem gente que não vale a dor de cabeça. Tem coisa que não vale uma gastrite nervosa. Entende isso? Não vale. Não vale dor alguma, sacrifício algum."
"Acho uma delícia quando você esquece os olhos em cima dos meus, ou quando sua risada se confunde com a minha."
"Os casais bonitos são aqueles que acima de namorados, são amigos. Brincam, brigam, tiram sarro um do outro, se mordem, beliscam, mas se amam de um jeito que nenhuma pessoa do mundo consegue duvidar. Amor não é só beijos e amassos, amor é cuidado, amor é carinho, amor também é amizade."
"Só queria ficar perto dele. No máximo, deitar abraçado com ele. Na mesma cama. Nem um beijo, nada. Só um abraço, bem apertado."
"Nunca me dou bem com os caras legais. Os românticos são sempre melosos demais e acabam estragando tudo. Receber flores no começo é até legal, depois de um tempo, vira rotina. Os cavalheiros são ótimos, só até a página dois. Os cafajestes sempre me interessaram mais. A roupa gasta e largada, as gírias e um leve tom de grosseria na voz. Desses que dividem a conta e que só te ligam se você ligar primeiro. Desses que nem sempre estão disposto a trocar o futebol por uma tarde no shopping. Gosto desse tipo. Que não corre atrás, que olha pra qualquer rabo de saia, que chega com cheiro de álcool e marca de batom no colarinho. Esse sim, me faz perder noites de sono. Me deixa vidrada, vicíada e apaixonada. Esse que me faz de gato e sapado e sabe que com um pedido de desculpas fajuto é o suficiente pra te ter de volta. É desse cara que eu gosto. Que consegue borrar o meu batom e o meu rímel ao mesmo tempo."
"Decidi uma porção de coisas, a primeira é: vou me importar menos, esfriar um pouco por dentro."
"Não gosto de café morno, de conversa mole, nem de noite sem estrela. Sou bem mais feliz que triste, mas às vezes fico distante. E me perco em mim como se não houvesse começo nem fim nessa coisa de pensar e achar explicação pra vida. Explicação mesmo, eu sei: não há."